La Redoute

Lembrava-me da La Redoute como me lembro da minha infância: doce, reconfortante e a um milhão de anos de distância. A La Redoute era, para mim, aquele catálogo grosso que a minha mãe recebia por correio e que nos entretínhamos a ver as duas, num exercício que agora, anos depois, fazemos no shopping: com espírito crítico, gosto disto, não gosto daquilo, aquilo é muito giro mas não te fica bem – mãe e filha com a mesma sinceridade acutilante. Parece que foi há milhões de anos atrás, essa época mágica em que nem tínhamos um centro comercial em cada esquina, nem as lojas de roupa tinham a produção em massa que têm hoje. Este folhear de catálogo era um exercício que naturalmente terminava com o preenchimento da nota de encomenda – sempre com uma coisinha para a mãe, uma coisinha para a filha.

Algures na minha adolescência o meu estilo zangou-se com o mundo em geral e a maior parte das “modas” não me serviam as medidas. Entretanto, o tempo passou e a memória do catálogo da La Redoute ficou guardadinha num recanto do meu cérebro.

Há uns tempos fiz uma pesquisa por uma determinada peça no Google, que me retribuiu com vários resultados, entre eles um produto da La Redoute. E vieram-me à memória aqueles catálogos, aquele lamber de montras que ainda não o era mas já predizia as longas tardes de compras de que, mais tarde, eu e a minha mãe desfrutaríamos.

Acabei por não encomendar a tal peça, mas encomendei um vestido que chegou no Sábado e que superou largamente as minhas expectativas: não só o tamanho escolhido assenta como uma luva, como o material e os acabamentos são realmente bons!

Apresento-vos o bicho, não sei se ficarão tão encantadas como eu, mas asseguro-vos que vestido é 1000 vezes mais giro ao vivo.

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Agora só estou à espera que os dias esfriem um bocadinho, porque o tecido é um tecido de Inverno. Entretanto já tenho umas coisas debaixo de olho, que virão cá para casa assim que, lá está, o tempo permitir devaneios de Inverno.

Entusiasmada com isto tudo, dei umas voltas pelo site, fui dar com as Crónicas dos Nossos Leitores e acabei por escrever umas palavras por lá.

Desafio-vos a ler as minhas tontices noutra plataforma que não o blogue e a darem também o vosso contributo ;)

Para quem nos vestimos?

Gosto MUITO de blogues brasileiros. Gosto da linguagem descontraída, da escrita fluida e natural que quase parece que a autora está ali, “conversando comigo”, da postura fácil e easy going. Gosto dos blogues brasileiros como gosto dos livros de Jorge Amado e das novelas da Globo: porque me transportam, por breves momentos, para o outro lado do oceano, onde o calor aperta, onde as pessoas são de sorriso fácil, um cenário feito de meias verdades e de muitas coisas que, eu sei, admito, serão puramente construções da minha cabeça.

E gosto principalmente de blogues de moda brasileiros, em oposição aos europeus, porque é mais fácil identificar-me com as blogueiras brasileiras: por muito que gostasse, não nasci loura, alta, magra e escândinava. Assim sendo, não deixo de gostar de ver as moças suecas, norueguesas e dinamarquesas e a sua deliciosa moda minimalista, mas tenho um certo gosto por ver como resultam certas peças em pessoas com rabo e coxas, barriguinha e perna, pessoas como eu.

Entre as mil e uma viagens virtuais que faço, e um bocadinho no seguimento do post anterior, descobri este texto no Modices, que não podia transmitir melhor aquilo que penso sobre a moda:

“(…) É repetitivo, é cliché, todo mundo sabe (mas todo mundo esquece): vista-se pra você, sempre. A gente gasta tanto tempo vendo moda e pesquisando moda e selecionando o que a gente gosta e o que a gente não gosta. Pra que investir todo esse tempo numa coisa que no fim das contas você não está fazendo por você? Está fazendo pela imagem que quer projetar, ou por como você gostaria de ser vista. Eu sei que é bater na mesma tecla, mas estilo pessoal é pra ser pessoal mesmo, e é imperativo que você escute a vozinha interior na hora de se montar. Acho que vale o exercício de olhar as fotos da infância e da pré adolescência e lembrar de como era legal se vestir quando a gente não tinha vergonha de nada, sabe? Porque a criatividade vem daí – da falta de vergonha e de preocupação com o que os outros estão achando da sua roupa. (…)”

Cliquem aqui para ler o texto na íntegra, vale a pena!

VFNO

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Este será, provavelmente, o post mais estranho que lerão sobre a Vogue’s Fashion Night Out.

Todos os anos, toda a gente que me conhece, incluindo o homem lá de casa, me pergunta “Então, vais à Fashion Night Out”. Todos os anos, respondo que não, para a seguir ouvir um “Então mais tu gostas tanto de roupa!”.

Eu não gosto taaaanto de roupa. Roupa é um bocado vago demais. Eu gosto de moda. Eu gosto das diferentes texturas, das confecções, das técnicas, dos resultados. Gosto de ver uma boa peça high fashion, onde cada pormenor é pensado, e gosto de ver como, mesmo com roupas das chamadas fast fashion, o estilo e a criatividade transformam o básico em algo fantástico.

Gosto de moda, porque gosto de olhar para roupa como quem olha para uma pintura, para uma fotografia. Gosto de consultar blogues e revistas (maioritariamente blogues, preferencialmente de comuns mortais) e ver pessoas bem-vestidas. Bem-vestidas, no sentido estético da coisa, não no sentido monetário, tanto me faz se é Prada ou Primark. Gosto de pessoas que brincam com a roupa, que conseguem expressar a sua personalidade e criar arte com peças de roupa.

Não sou obcecada por roupa. Sou obcecada por moda. Não passo o dia a contar os trocos para comprar mais uma camisola ou a varrer as lojas à procura de determinada peça. Passo o dia a consultar blogs de gente criativa, descontraída, que tanto escreve sobre sapatos como sobre política. Não me interessa muito saber o que se vai usar no próximo Inverno, interessa-me saber o processo de criação daquele vestido, de onde nasceu a ideia, que técnica foi utilizada.

Quero com isto dizer que a VFNO não me fascina por aí além. É uma ideia gira, dá um novo alento ao comércio de Lisboa (pena este alento ser só uma noite por ano), mas a ideia de me ir entalar num mar de gente para beber um copo de champanhe na Massimo Dutti e fazer uma manicura à borla na Mango não é, de todo, concordante com a minha ideia de uma noite bem passada. Muito menos os descontos que as lojas praticam justificam o stress da deslocação (infelicidades de quem mora nos subúrbios).

Não digo que nunca irei. Mas a VFNO não é, à partida, um evento que me seduza. Gostava muito mais de assistir à Moda Lisboa, ainda que, mesmo assim, preferisse uma escapadinha aos bastidores do que estar sentada a assistir aos desfiles.

A conclusão é: gostar de moda não me leva obrigatoriamente a babar por qualquer evento que inclua a palavra “Fashion”, e este não é um blogue de moda ;)

simples

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Eu sou feliz de cara lavada e pijama, no sofá, com uma chávena de chá nas mãos e o gato no colo. Eu sou feliz de vestido de gala, com suficientemente altos para obedecer às leis da minha gravidade. Eu sou feliz de calças de ganga, de saia, de vestido. Sou tão feliz às sete da manhã, quando os contornos escuros dos meus olhos denunciam as horas de sono que me foram roubadas, como às dez da noite, quando o ritmo da rotina já levou a maquilhagem tão perfeitamente aplicada horas antes, quando o alarme do corpo cansado começa a soar. Sou feliz quando visto aquele vestido novo que assenta na perfeição e quando experimento aquelas calças que já não me servem, mas eu teimo em guardar.

Levamos horas entre cremes, maquilhagens e roupas e às vezes esquecemo-nos de que a fórmula mais importante para a juventude não se encontra em nenhum frasco, nenhum boião, e não pertence a nenhuma marca. Um grande sorriso, estar em paz connosco, aprender a aceitar os nossos defeitos. É esta a fórmula mágica que deve preceder qualquer anti-olheiras, creme modelador ou base de maquilhagem.

 Eu sou tão feliz ao espelho como longe dele porque aprendi a aceitar um corpo, este corpo, o único que tenho e que só me vai durar esta vida. É assim: simples. 

Desejos

Tendo em conta que este Agosto está a ter ar de Outubro, tendo em conta que o tempo passa a voar, tendo em conta que lojas e centros comerciais nos começam a injectar o espírito natalício 2 meses antes da data em questão, podemos começar a falar de presentes de Natal?

Então para mim pode ser este, faxavor:

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Da cartier, em ouro branco com diamantes, bichinho para custar 2920 libras, que é como quem diz 3600€, mais coisa, menos coisa.

Também aceito a versão low cost:

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Já só em ouro branco, sem diamantes, desce para uns simpáticos 1000€. Graçasadeus que sonhar é de borla.

Emmy Awards 2014

Antes de qualquer cerimónia digna de red carpet, eu já sei que os meus preferidos são os que primam pela simplicidade.

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Heidi Klum em Zac Posen (e com o dito)

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Julia Roberts em Elie Saab

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Gwen Stefani em Versace

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Angela Bassett num Elisabetta Franchi que me roubou um sonoro UAU – Casava-me com este vestido!

De resto, muitos folhos, muitos decotes, fendas até ao pescoço… O usual não me aquece nem me arrefece.

Editor’s Pick fora de estação

Não ha nada como as novidades de Outono para me fazer esquecer os últimos meses passados a refilar com o tempo bipolar e a ressacar de um Verão como deve ser.

Se é para ser assim, S. Pedro, podes trazer ja a chuvinha e o frio, que a H&M trata do resto!

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Não sei se também acontece convosco mas, passadas as férias e mesmo no finalizinho dos saldos, quando encontrar uma peça decente com preço reduzido se transforma numa autêntica odisseia, já só tenho olhos para as roupinhas que me vão aquecer as peles nos meses mais frios.

Directamente da Editor’s Pick do site da H&M, a melhor forma, na minha opinião, de ficar a conhecer as novidades da marca. Quero lá saber se ainda estamos em Agosto, a minha vontade é mesmo começar a sonhar com as roupitas da nova estação.