O Magnum de Sonho

Como já vos disse (se ainda não leram, basta fazer um scrollzinho para baixo que a dona daqui do estaminé anda com as preguiças e não tem sido muito produtiva por estes lados) a Magnum lançou, aproveitando a comemoração dos seus 25 aninhos (na flor da idade, portanto), um desafio a quem anda nestas vidas dos blogues.

Ora eu não sou miúda para recusar desafios, ainda por cima desafios que envolvam coisas tão deliciosas como gelados Magnum. O prémio não é um camião recheado de gelados, mas é quase tão bom como isso, por isso, quando recebi o email da Magnum a avisa que tinha passado para a próxima fase, fiquei em pulgas. Ainda por cima o desafio desta vez é imaginar a combinação de sonho para fazer um Magnum de sonho… Eu que sou uma moça muito perfeccionista e criativa (e modesta, modesta também) achei que era uma excelente oportunidade para mandar a dieta à fava e brindar a chegada da Primavera, ainda que muito tímida, com uma boa dose de investigação na área dos gelados.

Eu sou bastante coerente nesta minha gulodice extrema, pelo que não distingo estações no que diz respeito a comer gelados. Tenho sempre uns quantos exemplares no congelador, faça frio ou faça sol. Mas isto os gostos são como as colecções de roupa: se no Inverno me apetece mais chocolates recheados de chocolate, com sabores quentes e texturas complexas, no  Verão o que me sabe bem são sabores frescos, com alguma acidez, daqueles que saibam mesmo a uma brisa gelada num dia de calor tórrido.

Acho que já dá para perceber onde quero chegar. Adoro o Magnum clássico, o branco e o de amêndoas, já percebi que este ano há adições novas à família Magnum, que ainda não experimentei – falha que irei colmatar brevemente, prometo! – mas sempre que me planto à beira da tabela de gelados para escolher o meu Magnum do dia sinto sempre que falta ali qualquer coisinha com um sabor mais ácido para as apreciadoras de citrinos como aqui a je.

Então a minha proposta para um Magnum de sonho é: deliciosos pedacinhos fresquinhos de limão (não puro, claro que não queremos as pessoas pr´aí a fazer caretas que isso enche a pele de rugas, mas vocês sabem fazer magia, eu confio), combinados com crocantes pedacinhos de bolacha tipo wafer para termos alguma coisa para trincar, tudo bem coberto com o irresistível chocolate branco a que já estamos habituados. Um equilíbrio perfeito entre o ácido e o doce, a textura crocante da bolacha e a textura aveludada típica dos gelados Magnum.

Mas, para ficar mesmo tudo perfeito, de sonho,de perder a cabeça, era juntar-lhe uma esplanada à beira-mar, um belo pôr-do-sol, um vestidinho de praia, um cabelo ainda molhado da água do mar, umas sandálias e uma boa companhia. O Magnum nas mãos, os lábios lambuzados de chocolate branco, o sabor do limão  a refrescar os quase 40º graus que queimam a pele.

Bem, agora deixem-me lá ir calçar as galochas, que já chove.

Fica a ideia Magnum, com as condições climatéricas tresloucadas com que andamos, ainda têm bastante tempo para tornarem este meu sonho realidade.

 

 

 

Magnum e a evolução da vida

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A Magnum lançou o desafio. Procura a mulher Magnum e para a encontrar desafiou as mulheres portuguesas a escrever sobre os 25 anos da marca. Eu, que ando a precisar de desafios, decidi aceitar.

Gelados fazem-me lembrar a infância. Fazem-me lembrar a liberdade e o prazer de ser criança.

Quando era miúda, achava uma seca quando os adultos se punham a dissertar sobre a sua infância. Eu era criança e queria crescer. Eles diziam “aproveita, que o tempo passa a correr” e eu achava que isso era tudo mentira, que na verdade o tempo passava a passo de caracol, que dos meus anos ao Natal ia uma eternidade e que quando me prometiam determinado brinquedo no fim do período escolar as horas nunca mais passavam, os dias arrastavam-se e as semanas pareciam intermináveis.

Queria crescer, queria trabalhar porque queria libertar-me da obrigação de ir à escola (oh ironia das ironias) e queria crescer porque sim, porque os adultos faziam parecer uma coisa porreira, bem mais porreira do que ter horas para estar em casa, não poder sair porque tinha de terminar os trabalhos de casa ou não ter a decisão final sobre a minha vida. A minha vida. Com 10 anos, eu achava que tinha “uma vida”.

Passam-se os anos, as responsabilidades vão crescendo e nós nem damos por elas. Acabamos o ensino secundário, agora escolhe um curso, termina a licenciatura, tira a carta de condução, arranja um emprego, arranja uma casa, paga as contas, poupa para algum imprevisto. Não que me queixe, atenção! Gosto da independência que tenho, de ser poder tomar decisões, de ter a minha casa, os meus trocos que decido onde gastar, de assumir as responsabilidades que me dizem que, afinal, não estou tão mal assim, até tenho algum sucesso neste jogo de ser adulta. Mas, bolas, o que eu dava por umas horinhas de volta à minha infância…

Da infância vem-me o cheiro do perfume da minha avó, o toque áspero dos vestidos, o sabor dos gelados. Daqueles cheios de chocolate, que comia sempre primeiro, antes da nata, para que os momentos finais culminassem no delicioso lambuzar de nata por toda a cara, vestido, camisola. Da infância vem-me essa lembrança de comer os gelados com vontade, porque não os comia sempre que me apetecia (e nesta parte a idade adulta dá 15 a 0 à infância, que para censurar gelados comidos às 2 da manhã só tenho a minha consciência) e os quilos na balança pouco me interessavam. E fico sempre com saudades quando me lembro da leveza que é ser criança.

Os gelados Magnum fazem 25 aninhos, este ano. 25 aninhos, tal como esta que vos escreve. Talvez por isso, fazem parte da minha vida, estiveram sempre ali, ano após ano, à distância de um atravessar de estrada, no café de rua, no centro comercial, na praia. Quando tudo o que eu queria era brincar. Quando mais tarde chegaram os amigos que achava que seriam para sempre e os namorados (que também achava que iam ser para sempre, era um pouco tolinha). Quando a parada subiu e às vezes tinha de passar tardes tórridas de calor a marrar na faculdade. Quando meti a chave à fechadura, com o homem lá de casa, e descobrimos uma nova vida, para lá do que podíamos imaginar, com muitos gelados à mistura.

25 aninhos podem não ser uma eternidade, mas o tempo é das coisas mais subjectivas que eu conheço e parece que são séculos aqueles que separam esta recém-mulher da criança que fui. Cresci, por fora e por dentro. Serviu-me o passar dos anos, entre outras coisas, para me tornar mais requintada na arte de comer gelados. Já não me sujo (vá, raramente), já aprendi que misturar o chocolate e a nata é muito mais delicioso do que comer cada coisa de uma vez. Aprendi a saborear os gelados como eles merecem.

Os gelados continuam os mesmos, e ainda bem. Magnum de amêndoas, branco e clássico, por esta ordem de preferência, saboreados com prazer, numa bela esplanada ao final de tarde. Porque, afinal, este amadurecer que os anos trazem consigo não implica que deixemos de ser crianças. Nem de comer gelados.

The Cat and the flat

Sou completamente uma pessoa de gatos. Também sou definitivamente uma pessoa de saltos rasos. Assim sendo, seria difícil não adorar o editorial da Vogue assinado por Charlie Engman.

Há muita gente que prefere os cães a gatos como animal de estimação porque os gatos são “imprevisíveis e pouco dependentes”. Ora eu digo que imprevisíveis são todos os animais (até o humano) e essa faceta de serem independentes é na verdade uma das suas características mais atractivas, especialmente para quem está fora de casa durante todo o dia  – não querendo dizer que não haja espaço para o miminho, a atenção, as brincadeiras. Os gatos, tal como os cães e as pessoas, têm os seus momentos e as suas personalidades: uns são mais brincalhões, outros mais pachorrentos, outros mais antipáticos.

No que toca ao meu bichano – Pablito de nome (um dia conto-vos a luta que foi para o levar para casa e o porquê deste nome) – posso dizer que certos bichos ganham mesmo o feitio dos donos: extremamente anti-social com indivíduos que não conhece, um amor com as gentes lá de casa (eu e o homem, portanto, sendo que gosta mais do homem que é o seu poiso preferido para sestas) e muito senhor do seu nariz.

Nisto dos animais, só posso dizer que quem não tem um animal de estimação não sabe o apreço, o valor, o carinho que lhes ganhamos. Passam a ser da família e a valer tanto como qualquer outro membro.

Para as amantes de gatinhos, deixo aqui algumas imagens um pouco diferentes das fotos cutchi cutchi que costumam ser partilhadas. Fofinhos, sim, mas cheios de estilo!

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Pares de Jimmy Choo

A pensar na Primavera que está ali escondida na esquina, deixo-vos aqui 4 parzinhos de sonho, feitos para viverem felizes para todo o sempre. Só não vos deixo os preços, que não quero cá más disposições. Vamos contemplar pelo prazer de contemplar coisas belas, sem pensar em hipotecar a casa ou o carro só para trazer um destes meninos para casa (e, em alguns casos, só daria para trazer o pés esquerdo… ou o direito, como for da vossa preferência). Tudo Jimmy Choo.

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Eu cá nem gosto muito de bichezas e fiquei possessa quando, há uns anos, andou para aí uma moda (fugaz, felizmente) de trazer ao peito colares com bichos. A verdade é que vi pela blogosfera exemplares de baratas em correntes, aranhas em fios e espécimes parecidas bem giras, mas bolas… Não valia o sacríficio de andar o dia todo arrepiada por trazer insectos ao pescoço. Mas esta clutch amarelinha fazia as delícias dos meus looks mais rudimentares.

Stan Smith

Há duas características que me definem no que toca a roupas e calçado: descontracção e conforto. São duas características que prezo muito no meu dia-a-dia, principalmente no calçado, que andar empoleirada em cima de uns saltos de 8 cm para cima é muito giro, dá muito estilo, mas não é para uma desengonçada como eu. Se gosto de calçado confortável, os ténis são, sem dúvida, o calçado de eleição para fim-de-semana e, felizmente, para durante a semana também que o ambiente assim o permite. Para além disso, ultimamente todo um mundo fashionista tem dado provas de que os ténis não têm forçosamente de vir acompanhados de calças de fato-de-treino e ar desleixado e que podem dar um ar cool ao conjunto mais compostinho.

Andava há que tempos a fazer contas de comprar uns All-Star brancos, que é uma cor que me falta na paleta do meu calçado e que gosto MUITO de ver no Verão com roupas giras e descontraídas e uma pele morenaça. Entretanto a Adidas ressuscitou os famosos Stan Smith e mudou-me as ideias.

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Parece-me que a escolha está feita. Desculpem lá, senhores da Converse, mas estes meninos fizeram-me a cabeça. Agora resta-me decidir entre o modelo simples ou o modelo das riscas fofinho.

M25137_04 M25137_05 M25137_01 901019_06 901019_02 901019_01Giro, giro era apanhar uma promoção super fantástica com os ditos cujos e arrebatar os dois pares. Ou, numa hipótese mais sensata, apanhar um dos modelos e guardar o que poupar para uns All-Star, por sua vez de outra cor.

Apetece-me tranças

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Apetece-me tranças. Não no sentido pasteleiro da coisa (nada contra as tranças em forma de bolo, também me parecem um excelente acessório de moda desde que não se alojem nas ancas e que o açúcar que as decore não se agarre ao batom), mas no sentido cabeludo. Tranças longas, tranças em apanhados, tranças a acompanhar vestidos leves e fresquinhos ou simplesmente para dar mais graça ao coordenado calças de ganga/camisa larga que me acompanha em tantos dias de calor e de falta de inspiração.

Felizmente, o cabelo vai crescendo e o meu já se encontra numa fase que me permite ir satisfazendo a parte das tranças – a dos vestidos leves e fresquinhos ainda terá de esperar uns meses. Não sou nenhuma perita em cabelos, mas acho que me safo bem quando toca a fazer tranças, se a coisa passar pela trança normal ou embutida. Mais que isso já é física quântica fora do alcance do meu descoordenamento motor.

Podendo pedir um desejo ao génio dos cabelos, pedia-lhe um cabelo comprido depressa, depressa, depressa e a capacidade para fazer uma trança “espinha de peixe” sem arrancar metade da  cabeleira e sem ter um esgotamento nervoso logo pela manhã.

Scrunchies!

Parece que os scrunchies estão na moda outra vez.

Com o solinho a dar, finalmente, ares da sua graça, isto é coisa para alegrar a mulherada e fazer-nos entrar no espírito da Primavera!

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Há coisa com mais ar de alegria e Primavera que um cabelo apanhado e um scrunche bem colorido? Se a minha farda diária são os tons preto/cinzento/azul/branco que ainda não consegui renegar, pelo menos que na cabeça as coisas andem coloridas!

A praia e os primeiros raios de sol

 

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Eu sei que é prematuro estar para aqui a falar do Verão e da praia aos primeiros raios de sol que aparecem, mas este ano estou tão farta de frio e chuva (e eu que até me considero uma winter lover) que preciso MUITO de começar a devorar imagens de fatos de banho, biquínis e tudo o que cheire a calor.

Há 2 ou 3 anos meti na cabeça que estava gorda demais para biquínis. Não seria totalmente mentira, mas reconheço agora que foi um exagero de todo o tamanho que me fez passar um Verão inteiro com a barriga em modo fantasminha brincalhão. Comprei alguns fatos de banho, gostei muito de me passear com eles, mas sentia sempre alguma pena quando comparava a banhinha branquela aos bracinhos castanho-dourado.

Sendo assim o ano passado mandei os complexos às urtigas e voltei a usar biquínis. Estiquei o peito, encolhi a barriga e repeti o meu mantra: o que importa é que te sintas bem, não estás num anúncio da Victoria’s Secret, esta é a vida real e a vida real tem celulite, barriga e quilos a mais.

Contudo, não quis abrir mão dos meus fatos de banho que, não estando eu num anúncio da Victoria’s Secret, também tenho o direito, como qualquer mulher, a sentir-me, ainda que remotamente, uma Adriana Lima. E não há coisa melhor para dar umas curvinahs jeitosas e um ar de diva é um fato de banho.

O compromisso foi usar biquíni até ter a barriga e costas bronzeadas e então passar para os fatos de banho, alternando entre os dois. Resultado: obrigou-me a muitas mais idas à praia para poder usar os fatos de banho tantas vezes quanto queria – que chatice!

Este ano já começam a surgir algumas propostas, bem jeitosas. Os meus favoritos são da Asos, que tem uma boa selecção de fatos de banho, tanto em modelos como em preços. Ficam os meus favoritos:

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Como na roupa para o dia-a-dia, os meus gostos fogem sempre para as paletas de tons neutros- branco, azul-escuro, preto. Tenho um grande problema com cores.

Gosto de todos e não me importava nada de lhes dar uma casa e um corpo para desfrutarem do Verão, mas a ter que escolher, ando de olho naquele preto com riscas brancas e pretas e recortes de lado. A sua aquisição será uma coisa a ser decidida pelo meu metabolismo e a sua capacidade de reagir à comidinha saudável e às tareias de ginásio que lhe ando a dar.

Slip on

Juntam-se duas circunstâncias: o fim do Inverno (que eu quero acreditar que vai ter fim… apesar de não parecer) e a dieta “bem precisada” com que me comprometi e que até está a ter bons resultados. Resultado: a vontade de comprar roupa esmoreceu consideravelmente, porque a) tenho dificuldade em comprar roupa quente que vou usar, esperemos, no máximo mais 1 mês; b) tenho dificuldade em comprar roupa fresca que, esperemos, só poderei usar no mínimo daqui a 1 mês; c) tenho fé que os esforços a nível de fechar a boca e mexer o rabo me valham um ou dois números a menos.

Portanto, aquilo em que posso ir arriscando com menos chances de bater no ponto a), b) e/ou c) é… o calçado!

Micah Gianneli_Best top personal style fashion blog_Street style

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Diz que os bichos se chamam slip-on e a minha primeira paixão surgiu ao ler este post da Xanalicious. Como a época ainda é de chuvas e eu gosto pouco de andar com a pata molhada, tenho refreado as vontades e tenho-me limitado ao shopping online, que é como quem diz lamber as montras mas de forma digital (mas, atenção, sem lamber efectivamente, que isso dava-me cabo do monitor).

O factor conforto é grande. Calçado raso será sempre o meu ai-jesus em comparação a saltos, porque acabada de sair da cama, ainda estafada de uma noite de sonhos (que, já agora, partilho esta minha patologia: não sei o que é uma noite sem sonhar, ou sem me lembrar do que sonhei, e os meus sonhos são frequentemente confusos, estranhos, quase a roçar o surrealista – Freud explicaria), os meus olhos fogem sempre para o mais confortável, como que em continuação do estado-pantufa. O factor irreverência também está assegurado e este modelo parece-me o par perfeito de um bom blazer, o meu melhor amigo nos dias que o calor ainda não é de verão e o frio já não é de inverno.

Decreto, portanto, a abertura da caça aos slip-on. Já alguma de vocês viu por aí um parzinho desses?