Um pequeno vestido vermelho

Há algum tempo que tenho vindo a adoptar o vermelho como ponto de luz para quebrar os cinzentos, pretos, navys e brancos que povoam o meu armário: começou pelo verniz (a minha escolha favorita, seja Verão ou Inverno), depois o batom, depois uma blusa, a mala a tiracolo e agora… Surgiram-me as vontades de ter um vestido vermelho para usar nos dias mais quentes.

E porque não sou senhora de ignorar o meu instinto, fiz logo uma rápida pesquisa de mercado e acabei por escolher um proveniente das minhas mais fantásticas descobertas: o Outlet da Mango. Com tanta coisa esquisita alternativa como fantástica, é onde encontro peças de outras colecções da Mango a preços para lá de simpáticos. Nem tudo são rosas, tem muita coisa de aspecto e qualidade duvidosa. É um sítio onde durante todo o ano podemos aplicar a adrenalina e a lógica dos saldos: com paciência e tempo, encontram-se verdadeiros achados. É especialmente apelativo quando terminam os saldos oficiais da Mango, porque uma boa parte das peças indisponíveis no site normal passam a estar disponíveis no site do outlet – fenómenos deste maravilhoso mundo da moda.

Ainda não recebi a encomenda e neste momento que vos escrevo começam a surgir-me dúvidas sobre a inteligência de teimar em conjugar um vestido vermelho com a minha pele de lula, mas que se dane! Se ficar com metade da pinta das meninas das fotos abaixo, já compensa. Quando a encomenda chegar às minhas mãos já vos digo se foi uma boa ideia.


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(Adoro a combinação do vestido vermelho com o chapéu púrpura, mas acho que não me atrevo a tanto…)

Feliz Dia da Mulher

Um bocadinho atrasada, talvez, mas mais a tempo do que nunca, venho-vos desejar UM FELIZ DIA DA MULHER. Não especialmente hoje, não especialmente no dia 8 de Março, mas todos os dias, 365 dias por ano, 366 em anos bissextos.

Desejo-vos que nas vossas vidas paute o respeito, enquanto seres humanos e enquanto mulheres – esses seres maravilhosos capazes de guardar em si a semente da vida, de dar à luz pequenos humanos, de cuidar, amar e ensinar e que, infelizmente, muitas vezes, se põem em segundo plano.

Desejo-vos que nunca tenham de ouvir os comentários iluminados de quem acha que desigualdade é existir um dia dedicado ao universo feminino – um dia que, para lá de celebrar todos as conquistas alcançadas ao longo de séculos, nos recorda o quão longo ainda é o caminho a percorrer.

Desejo-vos que nunca tenham que optar por uma carreira bem sucedida ou uma família feliz por se encontrarem numa sociedade ainda patriacal, onde a mulher e o seu direito à maternidade não se coadunam com os objectivos das empresas. Nem que tenham de sentir a injustiça de terem um ordenado mais baixo do que um homem por motivos de divergência de cromossomas.

Desejo-vos que nunca se esqueçam que, noutras realidades não tão distantes, as mulheres ainda são proibidas de trabalhar, de estudar e de tomar as suas próprias decisões, sempre subjugadas à figura do homem – o pai, o irmão, o marido, os filhos.

Desejo-vos felicidade, porque não há nada mais bonito que ser mulher, e força para combater todas as desigualdades com que ainda nos vamos debatendo.

E um grande obrigado a todas as mulheres que vieram antes de nós e que sofreram e lutaram por tudo aquilo que agora damos por garantido.

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Os vestidos da Giovanna

Toda a gente inveja o guarda-roupa da Editora de Moda da Vogue Japão, isso já é sabido. Eu, como sou uma moça modesta, na remota possibilidade de herdar o espólio de vestuário da Giovanna Bataglia, e na remota possibilidade de as suas roupitas me servirem (era bom), fico-me pela sua colecção de vestidos!

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Adoro vestidos. Não há peça mais versátil, mais fácil de vestir naqueles dias em que o despertador adormeceu e todo o Universo conspira para que cheguemos atrasadas aos compromissos. Não há peça mais fresquinha no Verão e mais quentinha no Inverno, se conjugada com um bom par de collants opacos. Mas, senhores!, não há peça mais difícil de me preencher as medidas nas últimas colecções disponíveis nas lojas: ou o tecido é manhoso, ou o corte é deplorável, ou o tamanho que me serve fica escanadalosamente curto, ou só há modelos giros em preto, ou os modelos giros que encontro são em cores berrantes, claros candidatos a ficar eternamente no limbo do “não sei se gosto de me ver com esta cor”.

Já corri a Zara (que em termos de vestidos nunca fez as minhas delícias), a Mango (onde apanhei dois modelos giros e em azul-escuro – uma cor aceitável no meu pantone pessoal, portanto – mas que me ficavam ridiculamente curtos), a H&M (que esta estação parece ter apostado em força no comprimento midi, coisa que não me favorece nadinha em vestido) e outras que tais. Estou sem opções. Onde se encontram uns vestidos jeitosos para ainda usar mais uns meses (nada muito fresco, porque o frio ainda aperta), com cores sóbrias (nada de pretos que disso está o meu guarda-roupa cheio: aceitam-se azuis, cinzas, bordeaux, verde escuro…) e com um corte e tecido suficientemente bons para não parecerem uma camisola larga e pingona depois de vestidos? Assim com bom aspecto como os da Giovanna (lembrando que tanto a minha silhueta como a conta bancária diferem – só um pouquinho, né?- das dela)?

Dos Oscars

Destes Oscars, por entre as mil e uma notícias habituais sobre os prémios, o que fulana e sicrana levaram vestido, as que se vestiram melhor e as que se vestiram pior, as que fizeram plásticas e as que não fizeram, o que retive foi isto:

Da Comunidade Vida e Paz, um vídeo realmente interessante e que nos faz reflectir um pouco nas prioridades. A propósito da chegada da temida época de apresentação das declarações de IRS – medo! – a Comunidade Vida e Paz vem lembrar que basta um gesto muito simples para darmos um pequeno – mas valioso – contributo. Não custa nada e num instante se cria um hábito!

O meu armário anda um bocado aborrecido. Preciso de fugir às calças de sempre e de investir num par de calças com padrão para apimentar as coisas.

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Preciso de um par de calças com um padrão jeitoso, com um cheirinho a Primavera, mas ainda adaptáveis a looks de Inverno que o calor não me parece estar ao virar da esquina.

Peplum

Foi há cerca de dois/três anos que a moda invadiu as lojas: fosse qual fosse a loja de fast fashion em que entrássemos, encontravamos um vestido, uma camisola, uma saia em modo peplum. E a coisa foi esvanecendo, as modas são assim, passam tão depressa que às vezes não há tempo para as seguir. Ainda consegui deitar mão a uma ou duas blusas, mas ficou a saber a pouco.

Para quem nunca experimentou, o corte peplum é fantástico, se estivermos a falar de uma silhueta com pouca anca e cintura pouco marcada. Visualmente, afunila a cintura, dá um pouco mais de anca e disfarça a barriguinha. É coisa para nos por a auto-estima no topo.

Já nas mulheres de anca larga, a coisa não deve funcionar muito bem e talvez por isso tenha sido uma tendência fugaz, que foi saindo das montras e das colecções sem ninguém se queixar muito.

Pertencendo ao grupo de moças com pouca anca e pouca cintura, só tenho a beneficiar deste tipo de peça e, incrivelmente, não consegui abastecer o meu armário com peças suficientes para me sossegar o espírito. Diz que é uma das tendências para a Primavera/Verão 2015. Oremos.

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Um amor platónico

Sendo um desejo muito fútil, um dos meus desejos para este ano novinho a estrear que temos pela frente era que os gorros funcionassem tão bem na prática como funcionam na teoria e que este amor deixasse de ser platónico.

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Comigo, a coisa não funciona muito bem. Comecemos pel’O problema: ou é para andar de gorro o dia inteiro, ou não o posso colocar um segundo na cabeça, sob perigo de ficar com uma bela touca de natação, vulgo, o cabelo coladinho à cabeça com ar lambido. Dita o meu cabelo que, a partir do momento em que lhe boto qualquer coisa em cima, chapéu ou gorro, seja um compromisso para o resto do dia e que só poderá ser quebrado com uma boa lavagem. Ou seja, dos 7 dias que a minha semana tem, 5 deles estão eliminados da equação, que não posso passar o dia no escritório de gorro enfiado. Nos outros dois dias, a coisa também não fica fácil: o cabelo que sobra, por fora do gorro, fica sem graça e espetado; o aprisionamento de um cérebro já por si claustrofóbico causa-me dores de cabeça…

Guardadinho, com muito carinho, numa gaveta cá de casa, está um gorro fofinho que só ele, branquinho, com direito a pompom peludo no topo e tudo. Guardadinho na mala irá em breve, à procura de um clima mais frio que se sobreponha a todas as mariquices que se põem entre mim e este amor pelos gorros. A ver vamos.

Parabéns para mim!

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Nunca dei demasiada importância ao meu dia de aniversário. Nunca fui daquelas pessoas que fazem do dia acontecimento nacional, com planos feitos meses antes, festas e celebrações pensadas ao pormenor, com a imposição de se ter de celebrar este dia, seja num jantar, numa festa, numa discoteca. Também nunca fui daquelas pessoas que ficam deprimidas, que contam os cabelos brancos e as rugas adquiridos ao fim de mais 365 dias, que renegam os números do Bilhete de Identidade numa tentativa frustrada de fazer parar o tempo.

Para mim, não é um dia assim tão importante. Sabem-me bem os mimos de quem mais gosto, a lembrança daqueles que estão mais afastados mas que ainda assim se recordam e perdem uns minutos a escrever uma SMS, a fazer um telefonema. Sabe-me bem receber presentes e e desejos de feliz aniversário das pessoas que considero importantes na minha vida. Mas tudo isso me sabe bem todos os dias, complete ou não mais um ano de vida.

Aproveito o dia de anos para recomeçar. Há quem faça resoluções e mudanças na viragem de ano, há quem o faça em Setembro, no pós-ferias, eu faço o a cada ano de vida que completo. Por isso, neste aniversário, arrumo as minhas prioridades: se aos dezasseis queria mais roupas, mais dinheiro para saídas com os amigos, mais CD’s, mais sapatos, mais livros, aos vinte e seis quero mais sorrisos, mais abraços, mais gargalhadas, mais tempo para aproveitar este presente maravilhoso que é viver.

Mas continuo a querer mais sapatos, mais roupas e mais livros, por isso não se ponham com coisas. Parabéns para mim!

Tenho um fraquinho por calhaus

Ou, com maior requinte, leia-se: tenho um fraquinho por peças com pedras semi-preciosas. Infelizmente, não tenho nenhuma. Mas posso vir a tratar disso num futuro próximo.

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Estas peças são da autoria de Regina Dabdab, uma brasileira com residência em Paris, cuja estética se baseia no contraste da flora e fauna da Amazónia e da beleza urbana da cidade onde nasceu, São Paulo. Através da utilização de pedras semi-preciosas e minerais da América Latina, Regina cria peças únicas, originais e com aquele toque tropical que tanto admiro na estética brasileira.

Estou apaixonada.