Vai ser um longo Inverno…

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Eis que chega o frio polar (não vamos discutir isto, sim? a minha tolerância ao frio é tremendamente baixa) e preciso de alternativas quentinhas no armário. Vestidos, porque não? Quentinhos, bonitos, práticos, que sejam fáceis de conjugar com um bom par de collants opacos e um casaco versão siberiana.

Começa a pesquisa – primeiro passo, sempre online. Num rácio de 10:1, a maioria dos vestidos que as marcas têm disponíveis para a estação Outono-Inverno são… De manga curta. Curtíssimos. De uma sofrível malha finíssima. Cheguei mesmo a ver vestidos de corte sem alças. E não, não eram para a passagem de ano – mesmo que fossem, só se fosse festejar para o Rio de Janeiro. Posto isto, digam-me, por favor, quem aguenta um vestido de poliéster dois palmos acima do joelho e de manga curta em pleno Dezembro? Isto é uma conspiração das marcas de fast fashion para me gelar até aos ossos? Acho que só de ver as imagens já apanhei um resfriado…

Vai ser um longo Inverno…

Manta-cachecol

A melhor coisinha inventada pelas indústrias de vestimentas, a minha salvação nos dias frios e a única coisinha que me dá alento para pôr o nariz na rua em dias que só me apetece ronha: a manta-cachecol.

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Não sei se já vos disse, mas sou muito friorenta e sentir frio é coisa para me deixar de MUITO mau humor. Tenho uma que comprei o ano passado, mas parece-me que preciso de investir em mais uma ou duas de cores diferentes, para bem da saúde mental de quem convive comigo.

Anjinhos de Natal

O Natal está aí, 2015 passou num suspiro e quando dermos por nós estamos a enfardar as passas que vão saudar os desejos de 2016. Nesta recta final de ano, querem tornar 2015 mais especial, fazer algo de que se recordem e de que se orgulhem, fazer algo que não só contribua para o vosso bem-estar como para a felicidade de alguém?

Adoptem um anjinho na iniciativa do Exército de Salvação, aqui.

O processo é simples: inscrevem-se (podem escolher idade e género do anjinho, ou deixar à escolha da organização), esperam pelo email com os detalhes do vosso anjinho e depois é só comprar as prendinhas (habitualmente, uma peça de roupa e um brinquedo, adequados à idade e género da criança que vai receber), embrulhar e deixar num dos pontos e recolha.

Basta ligar a TV para sermos confrontados com o cenário: famílias com rendimentos demasiado baixos, crianças que vão com fome para a escola… A triste realidade é que muitas crianças em Portugal se deparam todos os dias com condições que nenhum adulto deveria ter de enfrentar, muito menos uma criança, e que estas situações requerem uma mudança muito mais profunda mas… Se está nas nossas mãos, porque não tornar mais especial o Natal para estas crianças? Dar mais do que um presente, oferecer um sentimento de esperança. Tornar melhor não só o Natal das crianças e dos pais. Estão comigo?

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Semana da Moda de Nova Iorque

A Semana da Moda de Nova Iorque é sempre divertida, presumo que muito mais para quem assiste in loco, não deixando de ser prazeroso, deste lado do ecrã, assistir aos desfiles, em tempo real ou posteriormente, e passar os olhos pelas propostas (algumas novas, frescas e inspiradoras, outras no ritmo de mais-do-mesmo). Mas o que eu gosto mesmo, mesmo é de ver o lado de lá – quem vai assistir, as caras conhecidas e os felizes anónimos que enchem as ruas de estilo.

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Pano para mangas

A tendência dos 70’s entrou a pouco e pouco, assim, devagarinho, no Verão, com uns pequenos apontamentos e em força quando as peças de nova estação começaram a invadir as lojas. Para as mais atentas, a tendência que começa a surgir em cada esquina são as chamadas trumpet sleeves – e sim, eu gosto de usar termos em português, mas mangas à trompete não me parece uma expressão que faça justiça a tanta beleza:

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Gosto mesmo, mesmo deste tipo de manga e acho que é uma boa solução para seguir aquele estilo 70’s sem abrir mão das minhas adoradas calças skinny. Imagino alguns problemas logísticos lá mais para a frente, quando os casacos forem indispensáveis, mas isso são trocos. Quero uma camisola com umas mangas destas, p’ra já!

Rose Quartz

Diz que a Pantone apresentou a cor de 2016: Rosa Quartz, que é como quem diz um rosinha chiclete, um rosa pastel, o rosa dos sapatos das minhas Barbies durante anos.

O cor de rosa não é uma cor que tenha lugar no meu armário. Depois de, no ano passado, ter andado louca para comprar qualquer coisa em rosa, a febre passou sem me fazer estragos na carteira.

Este rosa não me conquista e duvido que o avanço dos meses faça alguma coisa por isso, porque não estou mesmo nada a ver uma corzinha tão fofinha em looks de Inverno, com casacos, botas e lenços à mistura. Mas vai daí e estou errada…

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Estas calças…

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… São como a Coca-Cola do Fernando Pessoa: primeiro estranham-se, depois entranham-se. Já andavam por todas as lojas e eu a assobiar para o lado e a fingir que não via quando, num provador da Zara, uma rapariga se passeava frente aos espelhos com umas vestidas. Um corte bonito e simples. Lisas, de um verde esmeralda com ar de luxo e um cinto elegante. Elásticas. A gritar conforto cool por todo o lado.

Com toda a compostura que me foi possível, esgueirei-me de novo para a loja e, com os meus olhos bem treinados, dei logo por elas. Um parzinho debaixo do braço e o resto da história já devem imaginar: moram lá em casa e estão à espera de sair pela primeira vez à rua. Só ainda não sei o que hei de calçar.

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Sobre aquela história do corpo de praia, dos biquínis para cada tipo de corpo e de (nos) colocarmos padrões de imagem corporal um bocado desviados, deixo-vos este artigo.

Tal como diz a autora, não se trata de apagar de um dia para o outro os anos de inseguranças. Não se apagam. Elas continuam cá, escondidas por detrás de toda a aprendizagem e de todo o processo de auto-valorização. Mas ganhar as armas (e a sabedoria) necessária para saber defender os pequenos defeitos do nosso corpo e para os assumir como parte de nós, em vez de entrar numa espiral de “não-posso-usar-porque-não-tenho-corpo-para-isto”, dá-nos uma perspectiva diferente. Faz-nos crescer, dá-nos força, torna-nos mais completas. E, acima de tudo, permite-nos saborear melhor a vida que, de resto, contas feitas, é a única coisa que interessa.

A vida não é uma linha recta

Eu sei, eu não presto. Sou terrível e deixo este espaço ao abandono. Podia culpar o trabalho, o cansaço, o tempo, a roupa para arrumar, a louça para lavar ou o diabo a sete, mas na verdade foram duas as culpadas: a falta de inspiração e a vida, essa grande matreira que teima em (nos) dar voltas.

O facto é que a vida não é uma linha recta e não há verdades. Não há forma de obrigarmos os outros a seguir o caminho que achamos melhor – nem temos esse direito. Não podemos controlar tudo e por muito que eu gostasse que o percurso dos que amo fossem linhas rectas que me acompanhassem sempre, lado a lado, neste caderninho fantástico que é a vida, nem sempre essas linhas procuram o mesmo rumo que nós. Às vezes as linhas têm outros destinos, têm de voltar para trás, dar a volta, criar círculos, às vezes escolhem entrar em espiral. Há que deixar as linhas seguirem o seu rumo e seguir a minha linha e confiar que as coisas são assim por uma razão.

Ainda que a vida não seja uma linha recta, continuo a apaixonar-me pelas linhas rectas que me assaltam o roupeiro. Riscas horizontais ou verticais, perfeitamente paralelas, numa harmonia que sintoniza na perfeição com outros padrões sem criar demasiado ruído.

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